Poema: Ouvir

OUVIR

(Pedro Du Bois, inédito)

Ouve no grito da certeza

verdades desditas

no caudal do animal

que se arrebenta

contra a pedra construída

em janelas e quartos

traz a sensação incômoda

do encontro: animal

no recôndito da avareza

do corpo fechado ao mal

conversa verdades incertas: no peitoril

da janela percebe a árvore fora do lugar

aluga o pensamento ao mistério

e pondera a oportunidade

de se fazer mulher: desaponta

o amante. Concede à dúvida

o indistinto encoberto no pó

da estrela radiosa das queixas

matutinas.

TO HEAR

(Marina Du Bois, English version)

Hear in the certainty cry

unsaid truths

at the animal flow

which bursts

against the stone built

in windows and bedrooms

brings the uncomfortable feeling

of the meeting: animal

in the secret of avarice

body closed to evil

talks uncertain truths: on the windowsill

realizes the tree out of place

rents thought to mistery

and consider the opportunity

of making herself a woman: disappoints

the lover. Grants to doubt

the indistinct covered in powder

of the bright star of morning

complaints.

Outros poemas: com.br

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