Poema

PRISÕES

(Pedro Du Bois, inédito)

Fecho os olhos na visão dos carros

enfileirados na rua estreita

parados no sinal vermelho

os que nos transportam

os que nos levam e nos trazem

a visão aterroriza no que mostra

pessoas encarceradas

em vidros levantados

de trancadas portas

o sinal fechado antecede

o vermelho do corpo

arremessado

não abro os olhos ao destino

em repetições: sei do sinal

aberto ao corpo

que escapa de raspão.

PRISIONS

(Pedro Du Bois, unpublished)

I close my eyes at the sight of cars

lined up on the narrow street

standing at the red light

those which carry us

those which take us and bring us back

the sight is terrifying as it shows

imprisoned people

by closed windows

from locked doors

the red traffic light precedes

the red of the

thrown body

I turn a blind eye to fate

in repetition: I know about the signal

open to the body

wich narrowly escapes.

outros poemas, em:
https://plus.google.com/u/0/108438516741639533660

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