LANÇAMENTO DO LIVRO RUBAIYAT POEMAS DO AMOR E DO VINHO DE GONÇALO SALVADO COM DESENHOS DE JOSÉ RODRIGUES

Lançamento do livro de poesia, RUBÁ’IYAT POEMAS DO AMOR E DO VINHO de Gonçalo Salvado, com desenhos de José Rodrigues

no ArtSpace(Rua Alto da Terça, 60, 2380 Gouxaria (Alcanena)

Sábado, 18 de Março pelas 16h

RUBÁ’IYAT POEMAS DO AMOR E DO VINHO, livro de poesia de Gonçalo Salvado, A23 Edições, inspira-se no título homónimo atribuído ao poeta persa Omar Khayyam (10481131) e inclui desenhos inéditos do escultor José Rodrigues, uma colaboração da Fundação José Rodrigues. A sua apresentação terá lugar no contexto da inauguração da exposição comissariada por Maria João Fernandes UM CORPO É SEMPRE UMA CHAMA Esculturas e Desenhos de José Rodrigues, que terá lugar sábado, 18 de Março, pelas 16h no Artspace na Gouxaria (Alcanena). O livro conta com um prefácio de Maria João Fernandes e é enriquecido ainda com grafismos de Ambrósio Ferreira que o ilustram. Para a obra estão previstas duas edições. A primeira, limitada, consiste num livro associado a uma garrafa de vinho produzida para o efeito pela Quinta dos Termos. Na segunda marcará presença com um prefácio, o poeta e arabista Adalberto Alves e o livro será traduzido para persa.

Da prefácio de Maria João Fernandes salientamos:

“Este livro testemunha o encontro de dois grandes líricos, Gonçalo Salvado, poeta exclusivo do erótico e do feminino, Prémio literário da União Brasileira de Escritores do Rio de Janeiroem 2013 com doze livros publicados, e o escultor José Rodrigues, um dos introdutores da modernidade em Portugal, que achou no corpo da mulher o seu motivo de eleição.

À poesia musicalmente depurada de Gonçalo Salvado, lapidar quase, na cintilação dos seus versos e no fulgor das suas metáforas que brilham como pequenos sóis com o rosto da amada sempre ao centro, responde a mágica síntese das linhas nos desenhos de Mestre José Rodrigues. Arabescos igualmente musicais, onde vemos irradiar a mesma cintilação dos poemas, fase negra de uma alquimia que realiza sobre o branco do papel a sua combustão e a plenitude de uma transfiguração.

É nas duas valências do símbolo, natural e sobrenatural, humana e transcendente, cósmica e divina que o vinho se torna na poesia de Gonçalo Salvado uma metáfora por excelência do feminino que o poeta em toda a sua poesia canta em ambos os registos, dupla face de um único esplendor. Divino e humano esplendor que se desdobra de verso para verso na poesia e de imagem para imagem nos desenhos que acompanham esta soberba edição, onde o delicioso néctar está presente, e essa é a sua maior originalidade, não só como metáfora, mas na realidade do seu vermelho líquido, capaz de provocar não apenas a embriaguez dos sentidos, mas essa outra, mais nobre, de que é imagem, a embriaguez da alma dedicada a sondar e a possuir através dos mistérios do amor, os mistérios do Espírito.”

Lembremos que a temática Amor/Vinho, é uma constante na obra de Gonçalo Salvado em livros como Embriaguez (Editora Sirgo: 2001) e Entre a Vinha (Portugália Editora: 2010). Acerca da sua poesia pronunciou-se o escritor Mário Claudio: “Será necessário lembrar-lhe que se inserem os seus poemas numa das mais brilhantes tradições líricas, a que regista como antepassados o Cântico dos Cânticos e o Rubáiyát , de Omar Khayyam?”

Também José Rodrigues dedicou ao tema do vinho, que lhe era caro, vários trabalhos escultóricos e inúmeros desenhos.

Gonçalo Salvado nasceu em 1967. Poeta exclusivo do erótico e do feminino. Publicou doze livros de poesia e várias antologias de temática amorosa. Em 2013 participou na exposição colectiva “Artistes Poètes, Poètes Artistes – Poésie et Arts Visuels au XX e siècle au Portugal”, Fundação Calouste Gulbenkian, Delegação em França, Paris. Nesse mesmo ano, a União Brasileira de Escritores do Rio de Janeiro atribui-lhe, pelo conjunto da sua obra poética, o Prémio literário Sophia de Mello Breyner Andresen.

José Rodrigues (1936-2016). Um dos grandes escultores portugueses da segunda metade do século XX, achou no corpo feminino o seu motivo central. Realizou os seus estudos artísticos na Escola Superior de Belas-Artes do Porto onde concluiu o curso de Escultura. Com Armando Alves, Ângelo de Sousa e Jorge Pinheiro constituiu, em 1968, o grupo Os Quatro Vintes. Foi um dos fundadores da Cooperativa Cultural Árvore, no Porto, e um dos promotores da Bienal de Vila Nova de Cerveira. Foi condecorado, em 1994, com o grau de Grande Oficial da Ordem do Infante D.Henrique. Como ilustrador de livros, salienta-se o diálogo com Eugénio de Andrade que homenageou em 2015 em Variações Sobre O Corpo.

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