Museu do Oriente apresenta “O Olhar da Sibila – Corporalidade e Transfiguração”

Exposição temporária inaugura a 5 de Abril com obras de seis colecções institucionais

Museu do Oriente apresenta O Olhar da Sibila – Corporalidade e Transfiguração

A metamorfose do corpo, interpretada por artistas portugueses e estrangeiros em sessenta obras, mostra-se em O Olhar da Sibila – Corporalidade e Transfiguração, a nova exposição temporária do Museu do Oriente, que inaugura a 5 de abril.

Entre os 35 artistas representados contam-se Maria Helena Vieira da Silva e Arpad Szenes, Helena Almeida, Julião Sarmento, Noé Sendas, Ângela Ferreira e Fernanda Fragateiro, Susanne Themlitz, Leonor Antunes, Li Yousong, Adriana Molder, ou ainda, Ramiro Guerreiro, entre outros. São da sua autoria os trabalhos expostos, em fotografia, vídeo, desenho, pintura, escultura e instalações, a par de um conjunto de livros de artistas. Trata-se de uma iniciativa pioneira em Portugal, ao reunir obras de seis colecções institucionais: Fundação Arpad Szenes – Vieira da Silva, Colecção Caixa Geral de Depósitos, Fundação EDP, Fundação Millennium bcp, Fundação PLMJ e Fundação Oriente.

O Olhar da Sibila – Corporalidade e Transfiguração propõe um olhar transversal sobre a mutação do corpo, mas também sobre uma ideia de corporalidade enquanto objecto, por vezes abstracto, mas central na reflexão e criação dos artistas dos séculos XX e XXI, conforme ilustrado nas obras expostas. Desta selecção, destaque para um conjunto de dezoito desenhos e pinturas de Arpad Szenes e Vieira da Silva, nunca antes expostos em conjunto fora da fundação homónima, e que constituem um núcleo singular dedicado a esta influente dupla de artistas, cuja obra mantém uma permanente actualidade. Ou ainda, a revisitação da obra, “Madame Récamier Segundo David”, de 1989, da autoria de Rui Sanches, ou os desenhos de Joana Villaverde.

Sob a metáfora do olhar, as obras expostas apresentam as vastas possibilidades da transfiguração corpórea e metafísica, em que a presença autorreferencial se cruza, por vezes, na alteridade. “Essa corporalidade é também nomeação, através da palavra escrita, como imagem e narrativa, ou como título de algumas das obras, desvelando uma visão poética, mas também crítica, à qual não escapa a História da Arte e as estórias, quase íntimas, na relação entre artistas ou entre estes e o contexto em que estas obras foram criadas”, descreve João Silvério, curador desta exposição.

O Olhar da Sibila – corporalidade e transfiguração é a forma actual de um projecto lançado no contexto da conferência que teve lugar em Novembro de 2015 na Fundação Oriente, promovida pela Fundação PLMJ e subordinada ao tema Corporate Art Collections e que visou uma abordagem abrangente sobre este fenómeno empresarial de pendor cultural.

O Olhar da Sibila – Corporalidade e Transfiguração está patente até 18 de Junho.

Exposição O Olhar da Sibila – Corporalidade e Transfiguração
Inauguração: 5 de Abril | 18.30 | entrada livre
Até 18 de Junho
Horário: 10.00-18.00 (à sexta-feira o horário prolonga-se até às 22.00, com entrada gratuita a partir das 18.00)
Preço: € 6

Museu do Oriente, Avenida Brasília | Doca de Alcântara (Norte) | 1350-362 Lisboa
www.museudooriente.pt

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