Cendrev | Era uma vez a BIME… | Junho

Era uma vez a BIME, era uma vez um certame que tem tudo para ser uma história de encantar. Era uma vez um ciclo que se interrompeu há tanto tempo que já era uma vez a última vez que se realizou. Mas como em tudo que começa com era uma vez, vamos faz

Era uma vez a BIME, era uma vez um certame que tem tudo para ser uma história de encantar. Era uma vez um ciclo que se interrompeu há tanto tempo que já era uma vez a última vez que se realizou. Mas como em tudo que começa com era uma vez, vamos fazer o que podemos para que a BIME regresse rápido à cidade!

BIME/2017 NÃO SE REALIZA

A Bienal Internacional de Marionetas de Évora – BIME, que o Cendrev organiza na cidade Património Mundial desde 1987, não aconteceu em 2015 e volta a não acontecer em 2017 porque quem organiza e decide os financiamentos europeus e nacionais para as actividades culturais não quer que este evento se realize. A outra conclusão não é possível chegar depois dos vários contactos, protocolos assinados e candidaturas organizadas e apresentadas, num processo iniciado em Outubro de 2014.

Primeiro foram os sucessivos atrasos na disponibilização dos fundos comunitários para este sector de actividade que levaram ao estrangulamento de muitos projectos culturais, precursores de práticas regulares que inscreveram eventos nos calendários da vida das nossas cidades e regiões. Importa sublinhar também que, perante estes atrasos, faltou a perspicácia e competência dos gestores destes processos para agilizar soluções transitórias que minimizassem os efeitos negativos da ausência do novo quadro comunitário. Pretendia-se, tão só, garantir as condições para não pôr em causa o calendário regular da BIME.

Em Junho de 2015, perante o cancelamento da 14ª edição da Bienal de Évora, decorreu no Teatro Garcia de Resende uma cerimónia pública de assinatura de um acordo de colaboração entre o Cendrev, a Câmara Municipal de Évora, a Direcção Regional de Cultura do Alentejo e a Entidade Regional de Turismo onde se assumiu que, em virtude da ausência dos fundos comunitários, essa edição da BIME ficava agendada para Junho de 2016, o que não se veio a verificar porque continuavam os incompreensíveis atrasos nos financiamentos para a área do património e da cultura do novo quadro comunitário, que devia, nessa altura, estar a funcionar há dois ano e meio.

Em 2016, por iniciativa do Município de Évora foi preparado um grande projecto para a cidade, CONFLUÊNCIAS, com o envolvimento de um conjunto importante de parceiros e agentes do sector cultural e criativo — CENDREV, Colecção B, Cine Clube da UE, SOIR Joaquim António D’Aguiar, EboraeMvsica, Do Imaginário, Lua aos Quadradinhos, CDCE, É Neste País e Pim Teatro — que decorreu da necessidade de relacionar criação, reflexão, fruição e património, propiciando uma matriz de reflexão crítica a partir das artes, da relação entre património e práticas artísticas e o seu resultado com os públicos. CONFLUÊNCIAS reúne um conjunto de eventos que constituem marcas identitárias do território – BIME, Escrita na Paisagem, FIKE, Encontros de Música da Escola da Sé de Évora, FESTAE, Jazz na Cidade, Raízes do Som, FIDANC, Contanário e Semana dos Palhaços, envolvendo-os numa programação que garante a sua articulação.

Como é do domínio público este projecto foi candidatado pela Câmara Municipal de Évora ao programa comunitário Alentejo 2020 e, inexplicavelmente, nem sequer foi avaliado ao que sabemos por falta de um documento que a autarquia garante nem sequer ser exigido. Sabemos que o município reclamou da decisão junto da gestão do Alentejo 2020, serviço que voltou a afirmar a recusa da candidatura, levando a Câmara Municipal a recorrer para o Ministério do Planeamento e das Infraestruturas, aguardando-se ainda a respectiva resposta.

Agora que devia ter terminado mais uma edição da BIME, os Bonecos de Santo Aleixo, anfitriões desta iniciativa, tornam pública a sua profunda indignação com a forma como a cultura continua a ser tratada no nosso país onde a liberdade de criação e fruição está profundamente ferida. Vamos fazer o que podemos fazer, continuar a realizar espectáculos com os Bonecos de Santo Aleixo em diversas localidades do Alentejo e frequentes deslocações a Espanha.

ESPECTÁCULOS EM DIGRESSÃO

A digressão de 2017 começou e os Bonecos de Santo Aleixo estão na estrada. São uma tradição viva que se renova com a alegria dos espectadores em cada cidade, vila ou aldeia por onde passa.
Vemo-nos num palco perto de si!

Dia 8 de Junho, às 21h30

Associação Cultural e Desportiva da Mina do Bugalho (Alandroal)

Dia 9 de Junho, às 20h30

Teatro Guirigai, em Los Santos de Maimona (Badajoz)

Dia 10 de Junho, 21h30

Centro Cultural 1.º de Maio de S. Geraldo (Montemor-o-Novo)

Dia 11 de Junho, às 17h00

Casa do Povo de Torre de Coelheiros

Dia 15 de Junho, 21h30

Associação Núcleo de Cultura e Formação de Hortinhas – Escola Primária de Hortinhas (Alandroal)

Dia 18 de Junho, às 19h00

Grupo Desportivo e Recreativo do Rosário (Alandroal)

Dia 24 de Junho

Grupo Desportivo Carneirense – Escola Primária de Cabeça de Carneiro (Alandroal)

Dia 25 de Junho, às 17h00

Casa do Povo de São Miguel de Machede

Dia 30 de Junho, às 21h30

Arraiolos

BILHETEIRA
Informações e Reservas: 266 703 112 | EMAILimagem

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