NUNO JÚDICE – IMITADO DE ARAGON A IMITAR CAMÕES

Que queres de mim, inverno

que investes e foges, e em fogo

regressas, frio inferno

que não me dás desafogo?

 

Acumulam-se anos e minutos,

céleres passam e desaparecem,

confundem-se desejos e lutos,

amores, desamores, se esquecem.

 

Mas de tudo o que tanto mudou,

de tudo o que alegra, de tudo o que dói,

só não amaldiçoa o que passou

 

esta esperança que em mim sói:

ser eterno amor que não perdura,

e não ser engano tanta desventura.

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