JORGE REIS-SÁ – BOLO DE LARANJA

                              Para a Alice Sant’Anna

 

 

Se o tempo fosse, não regressasse,

se no passado todo o tempo ficasse

envolto no esquecimento e fosse

um só passado, sem que voltasse

 

à vida, a nós, à boroa e à merenda,

tudo, tudo era tão fácil e tão

certo. Não existiria a oferenda

que só a dor nos traz à mão,

 

dor estreita, deus em letra pequena,

o tempo chega e nada oferece

que não a lúgubre cena

 

de um passado que se esquece,

de um bolo que se encena

criança quando a vida fenece.

Ler em: GAZETA DE POESIA INÉDITA https://ift.tt/2m4OxAP

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