DOMINGOS DA MOTA – TERRA SIGILLATA

A camisa-de-forças que o soneto

É levado a vestir, sem ser demente,

Quando busca o real, o chão concreto

Que procura a caminho do poente

E que o cinge e envolve num abraço

De urso vigoroso e apertado,

Não será como a corda, o baraço

Que estrangula o pescoço do enforcado;

Nem sequer instrumento de tortura,

Mesmo quando ajustada numa pura

Expressão de poética abstracta:

A camisa-de-forças do soneto,

Exacta como o texto do libreto

Ou o molde de terra sigillata.

Ler em: GAZETA DE POESIA INÉDITA https://ift.tt/2ujM5dn

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