ANA HORTA – “A MÃO A CHEIRAR A TANGERINA”

A mão a cheirar a tangerina

Pega, de novo, no estilete da escrita

Corta as palavras em gomos

Súplicas de carne viva

Dos frutos do mundo

 

A mão desce com o suco jorrando

Pelos interstícios da pele

Ao âmago intestino da criação

 

Estar no mundo

Manipulá-lo

Natureza esquartejada nas entranhas

A maturação do verde indizível

Que revive no sopro das palavras

Esboço de vida

Actuando na rotação das estações

 

Lavo-me na água pura dos pingos da chuva

Eu:                                                                                         

Torso vinculado à existência natural do roubo do fogo

Ler em: GAZETA DE POESIA INÉDITA https://ift.tt/2KF3Tpg

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