MANUEL ALBERTO VALENTE – 22 DE FEVEREIRO

 

 

 

No dia de hoje era o primeiro a telefonar-te.

Ano após ano ias lentamente envelhecendo.

Até que os telefones deixaram de tocar

e desceste à terra como uma vela extinta.

 

Agora eu próprio envelheci e não tenho

a tua voz a consolar-me.

Os dias são mais curtos e a saudade é longa.

 

Se soubesse chorar

dar-te-ia uma lágrima de fogo,

mas só me resta uma rosa desfolhada

e o mar da Póvoa em que nunca mergulhaste

o teu corpo que agora é apenas pó.

 

 

Póvoa de Varzim, 22/2/2018

 

 

 

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