MORRE BERNARDO BERTOLUCCI E COM ELE O CINEMA DE ARTE

Na última segunda-feira, 26 de novembro, morreu em Roma aos 77 anos o cineasta Bernardo Bertolucci, um dos últimos mestres da era de ouro do cinema italiano. O que me fez lembrar uma série de entrevistas que minha amiga (e sua conterrânea) Andrea Muncini e eu fizemos nos anos 1990 para o Caderno 2 do Estadão (pode me chamar de “O Estado de São Paulo”), focalizando personalidades do cinema italiano: atores, técnicos, músicos, diretores etc. Tudo começou com Bernardo Bertolucci (a primeira de nossas entrevistas, em 1995), grande amigo de Andrea – que foi sua assistente em La tragedia di un uomo ridicolo/1981 –, e continuou por quase um ano, quando – via Muncini & Werneck – passaram pelas páginas do Estadão nomes como Ettore Scola, Mario Monicelli, Giuseppe Tornatore, Monica Vitti, Dino Risi, Lina Wertmuller, Ennio Morricone, o poeta Tonino Guerra, roteirista predileto de Fellini, etc & etc: até mesmo o Pavarotti entrou na jogada, entrevistado por Andrea em Modena.

Era assim: nós “bolávamos” um roteiro básico, e Andrea voava pra Rimini – casa de sua mãe e “quartel-general” (além de cidade natal de Fellini: não por acaso, Andrea era também amiga de Maddalena, irmã de Federico). De lá, ia pra Roma e outras cidades, onde realizava as entrevistas. Ela trazia as fitas gravadas pro Rio, nós traduzíamos/transcrevíamos, eu escrevia um texto de abertura sobre o entrevistado e dava a tudo um tratamento jornalístico. Então, em homenagem ao grande diretor de filmes como O Conformista/ 1970, Novecento/1976, O Último Imperador/1987, de O céu que nos protege/1990 e Prima della Rivoluzione/1964 (meus dois preferidos), La Luna/1979, O Último Tango em Paris/1972, Os Sonhadores/2003 e Stealing Beauty/ Beleza Roubada, que ele filmava na Toscana na época, reproduzo a entrevista que Andrea e eu fizemos em 1995, onde, entre outras coisas, Bertolucci fala de projetos que não chegou a realizar, como a terceira parte de seu monumental Novecento e um filme a partir do livro “A Condição Humana”, de André Malraux.

Vejam no link a seguir.

https://ronaldowerneck.blogspot.com/2018/11/morre-bertolucci-o-cinema-de-arte.html

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