WILLIAM SOARES DOS SANTOS – ULISSES

 

 

 

Depois de tudo

deixo o teu leito

com tudo

o mais de óbvio:

molhado de suor,

com a face relaxada,

e uma ferida

encravada no dorso.

 

Deixo o teu leito

como quem

cumpriu uma promessa,

esperando o pão com manteiga

que chega com o cheiro do café

perpassado pela alvorada,

 

Deixo o teu leito

com a incerteza

de um retorno tranquilo

à minha Ítaca sonhada

 

– barco sem porto

faço de ti meu ancoradouro.

 

Deixo o teu leito 

com um adeus

desacenado

de quem procura te

encontrar,

 

– após batalhas

contra troianos, ciclopes e

sirenes encantadas –

 

na próxima

dedirrósea manhã.

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