MARIANA IANELLI – “CADA MANHÃ PÕE NAS MINHAS MÃOS ESSAS MÃOS”

 

 

 

Cada manhã põe nas minhas mãos essas mãos

Sábias de amor, destemidas porque puras de temor,

Ignorantes do que os outros dizem luxo ou nojo,

Essa infância a converter meu tempo em instante,

Essa língua não de palavras, mas de cores, língua que canta

Esse é o jardim das coisas nuas onde nada é escândalo

Nada é ridículo, esse é o jardim das coisas a sondar

Seus nomes, cada dia, cada noite, um rosto novo

O maravilhoso desconcerto da ordem: uma menina –

Saímos a caminhar no meio de uma terra estranha

Os olhos numa pomba, numa pedra, numa velha mendiga –

Aonde quer que vá essa inocência é o meu caminho.

Ler em: GAZETA DE POESIA INÉDITA http://bit.ly/2sbFbWN

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